22 de Novembro de 2016 / às 16:26 / 9 meses atrás

Siderúrgicas vão elevar preços de aço a distribuidores em dezembro, diz Inda

SÃO PAULO (Reuters) - A Usiminas e a CSN estão avisando distribuidores de aços planos do país que pretendem fazer novos reajustes de preços a partir do início de dezembro, disse nesta terça-feira a entidade que representa os distribuidores, Inda.

"A Usiminas está comunicando sobre reajuste de 12 por cento na bobina a quente, 10 por cento em bobina a frio e 9 por cento em galvanizados e chapas grossas a partir de 1º de dezembro", disse o presidente do Inda, Carlos Loureiro. Segundo ele, a CSN estaria comunicando sobre intenção de reajustar os preços na primeira quinzena de dezembro.

Procuradas pela Reuters, Usiminas e CSN não comentaram imediatamente as informações.

Loureiro comentou ainda que as siderúrgicas "estão conseguindo fazer reajuste na automotiva também", em referência às montadoras de veículos, que trabalham em grande parte com contratos anuais negociados à parte com as siderúrgicas.

O presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch, havia comentado na semana passada que a empresa planejava reajustar preços do aço em 10 por cento a partir do início do próximo ano e que estava pedindo reajuste de 25 por cento para o setor automotivo.

O presidente do Inda afirmou que não espera novos reajustes de preços de aço aos distribuidores no início de 2017, depois que os valores para o setor foram ampliados em cerca de 50 por cento neste ano, incluindo o aumento a ser aplicado em dezembro.

Os distribuidores de aços planos são responsáveis por cerca de um terço do aço vendido pelas siderúrgicas do país.

Com o reajuste de dezembro, a diferença de preços do aço vendido no Brasil e no exterior, chamada de "prêmio" pela indústria, será de 10 por cento, se o câmbio for mantido no patamar atual de 3,35 reais e os preços na China, maior produtor da liga no mundo, não tiverem grandes mudança, disse Loureiro.

O executivo afirmou que não acredita que o novo aumento tenha impacto nas compras dos distribuidores junto às usinas, uma vez que "o consumo (de aço) está no mínimo possível".

Segundo a entidade, o consumo aparente de aço plano, que inclui vendas de material nacional e importado, no Brasil subiu pelo quarto mês seguido em outubro. O consumo no mês passado subiu 3,7 por cento sobre um ano antes, a 784,8 mil toneladas, mas no acumulado do ano ainda mostra queda de 18 por cento, a 6,87 milhões de toneladas.

Em outubro, as importações de aço plano subiram 50 por cento sobre um ano antes, segundo o Inda, a 136.377 toneladas, com impulso da encomenda da CSN de quase 53 mil toneladas de bobinas a quente produzidas na China, disse Loureiro. Ele citou dados do porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro, Estado em que a companhia tem instalada sua usina siderúrgica, em Volta Redonda.

Mas no acumulado de janeiro a outubro, as importações de aços planos no Brasil têm queda de 63,4 por cento, segundo a entidade, a 515.189 toneladas.

Loureiro afirmou que o Inda espera que as vendas de aços planos pelos distribuidores do Brasil vão cair 5 por cento este ano, para 3 milhões de toneladas. Em 2015, a comercialização caiu cerca de 20 por cento.

Para 2017, a expectativa preliminar da entidade é de alta de 5 por cento nas vendas, com base nas previsões de expansão da economia, em especial setor automotivo e de máquinas e equipamentos, disse Loureiro.

Por Alberto Alerigo Jr.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below