Usiminas confirma que comunicou aumento de preços de aço a partir de dezembro

quarta-feira, 23 de novembro de 2016 12:55 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Usiminas comunicou aumentos de preços de aço a partir do início de dezembro em 9 a 12 por cento, confirmou nesta quarta-feira o diretor comercial da siderúrgica, Sergio Leite, durante evento com analistas e investidores.

O executivo também afirmou que a companhia está negociando com montadoras de veículos elevação de 25 por cento nos preços do aço, mas que ainda não concluiu nenhum acordo. Os contratos atuais vencem no fim de dezembro, afirmou.

Na véspera, o presidente da entidade que representa os distribuidores de aço plano (Inda), Carlos Loureiro, já havia afirmado que a Usiminas estava comunicando compradores da liga sobre reajustes de 12 por cento nos preços da bobina a quente, 10 por cento nos preços de laminados a frio e 9 por cento no valor de aços galvanizados e chapas grossas a partir de 1º de dezembro..

A confirmação do reajuste, o quinto aplicado neste ano e que deve elevar os preços do aço em cerca de 50 por cento ante o final de 2015, ocorreu após executivos da Usiminas terem afirmado no final de outubro que viam espaço para novos aumentos diante da elevação dos preços internacionais da liga e de altas expressivas em insumos como carvão e minério de ferro nos últimos meses.

Às 12h50, as ações da Usiminas exibiam alta de mais de 4 por cento, enquanto o Ibovespa mostrava baixa de cerca de 0,6 por cento.

Leite afirmou que espera que o mercado de aço plano no Brasil apresente alta de 5 por cento no próximo ano ante o nível de consumo aparente de 9 milhões de toneladas previsto para 2016, menor nível desde o pico de 14,7 milhões atingido em 2013.

"A queda no salário médio e o crescimento no nível de desemprego impacta o consumo das famílias e não temos perspectivas de crescimento no curto prazo. Não identificamos neste momento nenhum setor (da economia) que possa vir a despontar com crescimento representativo. Todos os setores consumidores de aços planos seguirão afetados em 2017", disse Leite.

A Usiminas vem adotando medidas de ajuste de capacidade produtiva desde 2014. Atualmente, a empresa mantém paralisada a produção de aço bruto na usina de Cubatão (SP) e amplia a compra de placas de terceiros para serem laminadas na unidade.

O presidente da companhia, Rômel Erwin de Souza, afirmou que a empresa elevou para 395 mil toneladas a compra de placas para Cubatão no atual trimestre ante 295 mil toneladas no terceiro trimestre. As compras são feitas junto a fornecedores como a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e a russa Severstal, afirmou Souza.   Continuação...