Bancos dos EUA agora temem que regulação bancária Dodd Frank seja desfigurada com Trump

quarta-feira, 23 de novembro de 2016 15:37 BRST
 

Por Olivia Oran

(Reuters) - Após gastar bilhões de dólares em reformas pós-crise do setor financeiro norte-americano, os bancos agora temem que o governo Trump suspenda ou mude significativamente as regras.

Os grandes bancos dos Estados Unidos coletivamente gastaram dezenas de bilhões de dólares para aderir a um vasto conjunto de regras conhecidas como Dodd-Frank, promulgada em 2010, após a crise financeira que desencadeou uma grande recessão.

Para ficar aderente às regras, a indústria contratou dezenas de milhares de funcionários, montou novos sistemas tecnológicos, simplificou estruturas corporativas e dobrou o nível de capital.

Os bancos reclamaram muito contra as mudanças propostas pelo Dodd-Frank enquanto estava sendo esboçado e convenceram reguladores a explicitar as regras. Agora que o aparato foi feito e grande parte está em vigor, a indústria vê uma suspensão total mais como ameaça do que uma vantagem.

A Dodd-Frank deixou os bancos mais seguros e o antes opaco mercado de derivativos, mais transparente, disseram executivos do setor bancário.

Donald Trump, que toma posse em 20 de janeiro, e alguns legisladores importantes no Congresso Republicano se comprometeram a desmantelar a lei e substituí-la por outra.

Ainda não está claro como seria a mudança, mas o republicano do Texas Jeb Hensarling, que preside o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, elaborou um plano chamado The Choice Act.

A proposta mistura coisas que a indústria apoia em grande parte, como abolir a US Consumer Financial Protection Bureau (CFPB), e algumas ideias contra as quais Wall Street se opõe veementemente, como aumentar exigências de capital para um nível que provavelmente forçaria grandes bancos a se dividirem.   Continuação...