Confiança do consumidor do Brasil cai em novembro, 1ª vez durante governo Temer

quinta-feira, 24 de novembro de 2016 10:02 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do consumidor brasileiro caiu em novembro, interrompendo seis sequências seguidas de alta, diante da forte piora das expectativas em meio à piora crescente no mercado de trabalho.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou nesta quinta-feira que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 3,3 pontos, para 79,1 pontos em novembro, depois de ter atingido no mês anterior o nível mais alto desde dezembro de 2014.

Essa foi a primeira queda no indicador desde que o presidente Michel Temer assumiu a Presidência do país e sua equipe econômica, liderada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, coloca em prática forte ajuste fiscal no país.

O principal motivo para o resultado, segundo a FGV, foi o recuo de 4,9 pontos do Índice de Expectativas (IE), para 87,7 pontos, interrompendo também seis altas consecutivas, num momento de falta de perspectivas para o consumidor com aumento do desemprego e dificuldade da economia de engrenar uma recuperação.

"Na falta de notícias positivas no front econômico e dada a contínua deterioração do mercado de trabalho, uma parcela dos consumidores brasileiros reduziu o otimismo em relação à perspectiva de melhora no horizonte de seis meses", destacou em nota a coordenadora da sondagem do consumidor na FGV, Viviane Seda Bittencourt.

O Índice da Situação Atual (ISA) também recuou, 1,1 ponto, para 67,9 pontos, o menor nível desde julho passado (65,7 pontos).

Segundo a FGV, o indicador que teve maior peso para a queda do ICC neste mês foi aquele que mede o otimismo em relação à situação econômica geral no futuro. Após acumular ganhos de 30,9 pontos entre junho e setembro, ele soma queda de 6,2 pontos no bimestre outubro-novembro.

Houve ainda redução da confiança em todas as faixas de renda, sendo o mais forte nos consumidores que têm renda familiar na faixa de 2.100 a 4.800 reais.

A retomada da confiança tanto de consumidores como de investidores é tida pelo governo como primordial para a recuperação econômica do país.   Continuação...

 
Consumidores em supermercado do Rio de Janeiro. REUTERS/Nacho Doce