Em revés para a Embraer e Mitsubishi, pilotos da Delta se opõem a aviões regionais maiores, dizem fontes

sexta-feira, 25 de novembro de 2016 20:35 BRST
 

Por Allison Lampert

MONTREAL (Reuters) - Pilotos da Delta Air Lines devem manter as regras existentes em seus contratos de trabalho que impedem que a segunda maior companhia dos Estados Unidos opere com modelos acima de certo peso em rotas regionais, em um revés para a Embraer e a Mitsubishi Heavy Industries, cujos modelos mais recentes excedem este limite.

O novo contrato de trabalho dos pilotos manterá o que é conhecido como "cláusula de escopo", que proíbe aviões mais pesados que 86 mil libras e com mais de 76 assentos voem em rotas regionais, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto à Reuters.

Os resultados da votação sobre o novo contrato devem sair em 1º de dezembro.

A cláusula protege pilotos de grandes companhias aéreas, uma vez que impede que a empresa use aviões maiores em rotas regionais terceirizadas, que geralmente pagam pior e oferecem condições de trabalho inferiores.

Quando as fabricantes de aviões como a Embraer e a japonesa Mitsubishi projetaram seus mais recentes aviões regionais, com motores mais pesados, porém com maior eficiência no consumo de combustível, elas esperavam que a cláusula de escopo fosse afrouxada, mas os sindicatos conseguiram mantê-la.

A oposição dos pilotos ao relaxamento da cláusula de escopo é um problema para o avião regional da Embraer E175-E2, que deve ser entregue em 2020 e o avião MRJ90, da Mitsubishi, com previsão de entrega em meados de 2018. Ambos excedem o limite de peso.

A UBS cortou a recomendação sobre ações da Embraer para "venda" esta semana, após ter retomado a cobertura da empresa. O banco suíço citou riscos de uma reviravolta na cláusula de escopo da American, Delta e United. O analista Darryl Genovesi disse em nota a clientes que era improvável que as empresas voassem com o E2 somente nas rotas principais devido a altos custos.

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