Enel leva Celg-D por R$2,187 bi na 1ª privatização de Temer no setor elétrico

quarta-feira, 30 de novembro de 2016 11:56 BRST
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica italiana Enel arrematou por 2,187 bilhões de reais a distribuidora de energia elétrica goiana Celg-D, controlada pela Eletrobras, ao ser a única a apresentar proposta no leilão que marcou a primeira privatização no setor elétrico do governo Michel Temer.

O resultado do certame nesta quarta-feira, na sede da BM&FBovespa, surpreendeu autoridades pelo ágio de 28 por cento em relação ao preço teto que havia sido estabelecido para a fatia de cerca de 95 por cento da Celg que foi colocada à venda.

O ágio ocorreu mesmo com a Enel sendo única a apresentar oferta da última sexta-feira. A Reuters antecipou naquele dia que apenas uma proposta havia sido feita, com base em uma fonte com conhecimento do assunto.

A licitação também satisfez as autoridades porque a companhia italiana já atua no Brasil, onde possui distribuidoras no Ceará e no Rio de Janeiro. A elétrica também anunciou recentemente que pretende investir 3,2 bilhões de euros no Brasil até 2019.

"Estamos nos deparando com um grupo consagrado, que já conhece as regras e o sistema", comemorou o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, em coletiva de imprensa após a licitação.

O diretor da Enel para o Brasil, Carlo Zorzoli, disse que a companhia pagará pela compra da Celg no final de janeiro, à vista, e que o grupo ainda tem fôlego para novos negócios no país.

"O desenvolvimento do grupo Enel no Brasil não acaba hoje... temos não só crescimento em novas oportunidades, mas também um plano de investimento em nossas concessões focado em qualidade, modernização", disse.

Agora, com a concretização do negócio, a Eletrobras receberá 1,065 bilhão por sua fatia na Celg-D, enquanto o restante do valor a ser pago pela Enel irá para os cofres do governo de Goiás, que era minoritário na empresa.   Continuação...