Linx seguirá com estratégia de aquisições em 2017, diz diretor financeiro

quarta-feira, 30 de novembro de 2016 16:35 BRST
 

Por Paula Arend Laier e Natalia Scalzaretto

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia de software para o varejo Linx seguirá com política de aquisições no próximo ano, apoiada em um caixa de 674 milhões de reais, conforme busca crescer em segmentos como o comércio eletrônico, além de aumentar a oferta de seu portfólio de produtos.

"Alguma coisa vai acontecer...aquisições, para nós, não são eventos especiais, fazem parte do nosso dia a dia", afirmou à Reuters o vice-presidente de finanças da Linx, Dennis Herszkowicz. Ele não deu detalhes sobre os possíveis alvos de aquisição da empresa, uma das maiores produtoras de software do país e líder no segmento voltado ao varejo.

Desde 2008, quando realizou sua primeira aquisição, a Linx já comprou 22 empresas em diferentes segmentos. O anúncio mais recente foi a companhia de tecnologia voltada a postos de combustíveis Intercamp, em novembro deste ano.

Uma das áreas que a empresa está buscando aumentar a presença é no varejo online, que em 2015 foi alvo de aquisições da Linx, com a compra por cerca de 111 milhões de reais das brasileiras Neemu e Chaordic, focadas em busca e sugestão de produtos em lojas na Internet.

"Sem dúvida não temos a mesma presença que temos em loja física, mas estamos trabalhando para recuperar esse tempo", disse Herszkowicz.

Em setembro, a Linx levantou 444 milhões de reais em uma oferta primária de ações (follow on).

"Levantar recursos como levantamos agora...é um movimento constante da empresa, porque há constantemente oportunidades de aquisições que vão preenchendo essas matrizes que temos", disse Herszkowicz.

De acordo com o executivo, a expectativa da companhia em 2017 é continuar crescendo também em receita. Ele não comentou detalhes, mas disse que as previsões de analistas são adequadas e "estão dentro da realidade".   Continuação...