7 de Dezembro de 2016 / às 18:42 / 9 meses atrás

Patria prevê fazer de 3 a 4 compras de participação em empresas no Brasil em 2017

SÃO PAULO (Reuters) - O Patria Investimentos considera fazer de três a quatro investimentos na área de private equity no Brasil em 2017, disse nesta quarta-feira o sócio do grupo para o setor, Gil Karsten.

Segundo o executivo, os setores prioritários do Patria são de empresas nas áreas de educação, saúde e alimentos. O ticket médio deve ser de 50 milhões de dólares até 200 milhões de dólares por investimento. "Vamos entrar em 2017 com alto poder de investimento", disse Karsten a jornalistas.

Os recursos a serem investidos devem vir do quinto fundo do Patria para private equity, de cerca de 1,8 bilhão de dólares, levantado nos últimos 18 meses. Até agora, cerca de apenas 20 por cento desses recursos já foram usados, disse o executivo.

Ao mesmo tempo, o Patria, que também tem investimentos no setor imobiliário e na área de infraestrutura, com ativos sob gestão de cerca de 10 bilhões de dólares, considera vender fatias detidas em alguns negócios no ano que vem.

"Podemos eventualmente aproveitar janelas do mercado de capitais ou vender participação a investidores estratégicos", disse no mesmo encontro o sócio-fundador do Patria Luiz Otávio Magalhães.

O Patria se desfez de participação na empresa de medicina diagnóstica Alliar, no fim de outubro, por meio de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a primeira em mais de um ano no Brasil.

Segundo Magalhães, embora tenha havido melhora de expectativas para importantes fundamentos econômicos do país nos últimos meses, incluindo desaceleração da inflação e queda dos juros, o cenário para longo prazo ainda é volátil e poucos estrangeiros conseguem ver boas oportunidades de investimentos aqui.

"No geral, o mercado de capitais ainda está fechado; as janelas para operações como IPOs devem seguir curtas em 2017", disse Magalhães.

INFRAESTRUTURA

Segundo Magalhães, o Patria passou a considerar investir em setores de infraestrutura regulados, como concessões nas áreas de energia e infraestrutura, após a mudança estrutural no modelo de concessões no país, saindo de um desenho fortemente apoiado em subsídios do BNDES e taxa de retorno tabelada, para outro baseado em maior racionalidade financeira.

"Estamos contentes em ver a mudança do modelo", disse ele. "Houve uma mudança estrutural e passamos a ter interesse em setores regulados", acrescentou.

O Patria avalia inclusive a possibilidade de adquirir participações de negócios de empresas de infraestrutura que foram atingidas pela operação Lava Jato, disse Magalhães.

Por Aluísio Alves

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