Dólar fecha com leve queda sobre o real com cautela sobre cena política

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016 17:15 BRST
 

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou esta quarta-feira com leve queda ante o real, longe das mínimas do dia com os investidores preferindo a cautela antes de os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirem sobre o afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado.

Os investidores temiam que, caso Renan perca o posto, a votação de medidas econômicas importantes para o governo do presidente Michel Temer possa ser prejudicada no Congresso Nacional.

O dólar recuou 0,37 por cento, a 3,4041 reais na venda, depois de marcar na mínima do pregão 3,3733 reais e, na máxima, 3,4207 reais. O dólar futuro tinha pequena queda de cerca de 0,20 por cento no final desta tarde.

"O mercado está muito especulativo, volátil. Poucos dias atrás, o dólar estava em 3,38 reais, logo depois, encostou em 3,45 reais. Qualquer evento novo, o humor vira", comentou o diretor da mesa de câmbio da corretora Multi-Money, Durval Correa.

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, votou pelo afastamento de Renan nesta tarde, confirmando a liminar dada por ele antes, e pediu que a Procuradoria-Geral da República investigue se houve prática criminosa de senadores que descumpriram decisão liminar dada pelo ministro determinando o afastamento imediato de Renan.

Na véspera, Renan se recusou a assinar a notificação da decisão do ministro Marco Aurélio, mas apresentou recurso contra a liminar.

A Mesa Diretora do Senado informou que não acataria a decisão liminar até que o plenário do STF se manifestasse. O substituto imediato de Renan no comando da Casa é o primeiro vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), que pertence a um partido de oposição ao governo de Michel Temer.

O temor dos mercados era de que, com a confusão, a pauta econômica do governo não caminhasse no Congresso Nacional, sobretudo a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos, prevista para a próxima semana no Senado.   Continuação...