STF mantém Renan na presidência do Senado e baixa temperatura política

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016 20:50 BRST
 

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta quarta-feira o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado ao revogar parcialmente liminar do ministro Marco Aurélio Mello que afastara o parlamentar do comando da Casa.

Os ministros decidiram, por 6 votos a 3, manter Renan à frente do Senado, mas tirá-lo da linha sucessória da Presidência da República, em uma decisão que, na prática, tem poucos efeitos contra o senador, que na semana passada se tornou réu em uma ação penal sob acusação de peculato, que é o desvio de dinheiro público.

Votaram para manter Renan no comando do Senado os ministros Celso de Mello, Teori Zavascki, Dias Toffoli, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e a presidente da Corte, Cármen Lúcia.

Apenas o relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, e os ministros Edson Fachin e Rosa Weber entenderam que, como réu, Renan também não teria condição de seguir na cadeira de presidente do Senado.

Marco Aurélio classificou de "jeitinho" e de "meia-sola constitucional" a proposta de Celso de Mello, decano do STF e primeiro a defender que Renan fosse retirado apenas da linha sucessória, e criticou duramente a proposta.

"A que custo será implementada essa blindagem pessoal, inusitada e desmoralizante?", questionou o ministro.

BAIXANDO A TEMPERATURA   Continuação...

 
Renan Calheiros acena para fotógrafos em Brasília.  7/12/2016.  REUTERS/Adriano Machado