Dólar volta a ceder ante real com decisão do STF sobre Renan

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016 15:08 BRST
 

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de algum vaivém, o dólar voltava a operar em queda ante o real nesta quinta-feira, com o mercado aliviado com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) da véspera de manter Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado Federal, o que deve facilitar a votação de medidas econômicas importantes para o governo do presidente Michel Temer.

Às 15:07, o dólar recuava 0,88 por cento, a 3,3743 reais na venda, após ter batido 3,3705 reais na mínima do dia e 3,4187 reais na máxima. O dólar futuro operava em queda de cerca de 0,40 por cento nesta tarde.

"Ficou patente na véspera que ia ter um acordo. Existe alguma precificação ainda da decisão do STF, mas o mercado já começa a olhar para a frente", comentou o gestor do departamento de câmbio da corretora Gradual Investimentos, Hamilton Bernal.

Nos dois pregões anteriores, o dólar acumulou perda de 0,74 por cento sobre o real. Na véspera, o mercado ficou animado com notícias de que estava sendo costurado um acordo para garantir Renan na presidência do Senado.

No início da noite passada, o STF decidiu, por 6 votos a 3, manter Renan à frente do Senado, mas tirá-lo da linha sucessória da Presidência da República, movimento que, na prática, tem poucos efeitos contra o senador, que na semana passada se tornou réu em uma ação penal sob acusação de peculato.

Com isso, estava mantida a agenda de votações no Senado que prevê, na próxima terça-feira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos, importante medida do governo para tentar colocar a economia nos eixos.

No final da manhã, no entanto, o dólar registrou alta sobre o real e bater a máxima da sessão após o Banco Central Europeu (BCE) ter reduzido o programa de estímulos a 60 bilhões de euros por mês e o presidente da instituição, Mario Draghi, sinalizado sobre o avanço da economia da reunião.

"Draghi disse que a economia está voltando à vida, o que pode significar mais juros em algum momento, e que a deflação está fora de cogitação", comentou um operador de uma corretora local naquele momento.   Continuação...