Castanhal vê volume de exportação de café em sacos estável em 2017

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016 10:19 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado de exportação de café em sacas em 2017 deve experimentar volumes semelhantes aos apresentados este ano, que mostrou crescimento de participação sobre exportações a granel, prevê a Castanhal Companhia Têxtil, maior fabricante de sacos para embarques do grão no país.

"Estamos calculando 15 milhões de sacos de juta para café no ano que vem para exportação. Desse total, vamos fornecer uns 10 milhões. Ano que vem vai ser equivalente a este ano", afirmou o diretor superintendente da Castanhal, Flavio Junqueira Smith, em entrevista à Reuters.

As exportações anuais de café verde do Brasil, maior produtor e exportador global da commodity, estão estimadas em pouco mais de 30 milhões de sacas (equivalentes).

Segundo o executivo, no ano passado, 44 por cento das exportações de café do país foram em sacos, percentual que cresceu para 47 por cento neste ano.

A principal geradora de receita para a companhia é a venda de sacos de juta para café, produto que deve consumir metade da produção de 10 mil toneladas da empresa neste ano.

A companhia perdeu um rival este ano, a Brasjuta, em Manaus, mas do outro lado do país, em Lages (SC), a Klabin iniciou uma campanha para conquistar clientes cafeicultores para seus sacos de papel em um momento em que o mercado de construção civil consome cada vez menos sacos de cimento. A Klabin é a maior fabricante brasileira de papel para embalagens.

Smith afirmou que a entrada da Klabin no segmento "não preocupa" a Castanhal, cujo saco de juta de 60 quilos segue na preferência dos cafeeicultores para o embarque do produto ao exterior, além do transporte a granel.

"As novas tecnologias que tomaram espaço da juta fizeram isso há 20, 25 anos atrás, que foram os 'big bags'", disse Smith, referindo-se aos grandes sacos de polipropileno que possuem capacidade para cerca de uma tonelada e meia de café.

Segundo ele, por serem totalmente biodegradáveis, os sacos de juta encontram apelo nos mercados europeu e japonês, que são mais sensíveis a questões de sustentabilidade. O material também resiste mais a choques no transporte e permite retiradas mais simples de amostras dos sacos em relação aos modelos de papel com forração de filme plástico, disse Smith.   Continuação...