Trump escolhe ex-governador do Texas Rick Perry para Departamento de Energia

terça-feira, 13 de dezembro de 2016 14:05 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu o ex-governador do Texas Rick Perry para comandar o Departamento de Energia dos EUA, disse um membro da equipe de transição do republicano.

A escolha de Perry, confirmada na noite de segunda-feira pela autoridade do time de transição, amplia o número de defensores da indústria de petróleo e céticos em relação à mudança climática escolhidos para cargos de primeira linha na equipe de Trump.

As escolhas têm preocupado ambientalistas, mas têm sido bem recebidas pela indústria de petróleo, ansiosa por expansão.

Perry, que também concorreu brevemente pela nomeação republicana para a corrida presidencial de 2016, tem que ser confirmado pelo Senado para chefiar o Departamento de Energia, que é responsável pela política energética dos EUA e supervisiona o programa de armas nucleares do país.

Perry foi governador do Texas, maior Estado produtor de petróleo dos EUA, a partir de 2000, quando sucedeu o presidente George W. Bush, até 2015.

Antes de abandonar a corrida presidencial, Perry foi um feroz crítico de Trump no ano passado, chamando-o de "um câncer de conservadorismo", que apresentava "uma combinação tóxica de demagogia, mesquinhez e absurdo".

Trump também disse coisas duras sobre Perry durante a campanha, até menosprezou seus óculos dizendo: "Ele colocou óculos para que as pessoas pensem que ele é inteligente".

Quando Trump assegurou a nomeação do Partido Republicano para concorrer à Presidência dos EUA, Perry o endossou como "a escolha do povo".

Se Perry for confirmado para o posto, será mais uma indicação de que o governo de Trump pode ser amigável à indústria de combustíveis fósseis. Perry defende uma regulamentação mais leve sobre a indústria, e já disse que a ciência em torno da mudança climática é "desestabilizadora".   Continuação...

 
Ex-governador do Texas Rick Perry e presidente eleito dos EUA, Donald Trump, em Nova York. 12/12/2016 REUTERS/Brendan McDermid