Cúpula da Cemig e governo de MG divergem sobre estratégia, dizem fontes

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016 17:47 BRST
 

Por Guillermo Parra-Bernal e Leonardo Goy

SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - As tensões entre o governo do Estado de Minas Gerais e a direção da estatal Cemig estão aumentando, com divergências relacionadas à estratégia do presidente da companhia, Mauro Borges, de redução de dívidas e venda de ativos, disseram nesta sexta-feira duas pessoas com conhecimento direto do assunto.

Segundo essas fontes, Borges poderia até deixar a empresa se o governo, que é o controlador da companhia, recusar-se a apoiar seu plano de venda de ativos não essenciais para redução de dívida.

Ambos os lados estão discutindo como resolver suas diferenças, acrescentaram as fontes.

Se não houver uma solução, o diretor de Finanças e Relações com Investidores, Fabiano Maia Pereira, também poderia deixar a companhia.

Segundo uma das fontes, as divergências entre os executivos e o governo de Minas Gerais não são recentes, mas têm se intensificado.

"São basicamente questionamentos em relação à gestão da companhia", disse.

Mesmo assim, essa fonte afirma que não há ainda uma definição sobre a saída deles da empresa.

O governador do Estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel, que está sendo acusado de corrupção, é contrário à venda de ativos, que seria uma das formas de reduzir a dívida de 16,3 bilhões de reais da Cemig, disse uma fonte, que pediu anonimato devido à sensibilidade do tema.   Continuação...