Petrobras assina acordo de US$2,2 bi com francesa Total

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016 21:25 BRST
 

Por Marta Nogueira e Roberto Samora

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras fechou acordo estimado em 2,2 bilhões de dólares com a petroleira francesa Total, que envolve a cessão de direitos em áreas no pré-sal, compartilhamento de terminal de regaseificação, transferência de fatias em térmicas, entre outros negócios, informou a estatal nesta quarta-feira.

O montante inclui entrada no caixa da Petrobras de 1,6 bilhão de dólares após conclusão da operação, o que deve demorar cerca de 60 dias, além de pagamentos contingentes e o carrego de investimentos no desenvolvimento da produção de ativos comuns às duas empresas.

"Existe uma claríssima diferença entre uma parceria estratégica, como nós estamos anunciando aqui agora, e um desinvestimento puro e simples. Esse não é o caso de um desinvestimento puro e simples", afirmou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, em entrevista a jornalistas.

Entre os principais ativos negociados está a cessão de direitos de 35 por cento do campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos, que começou a produzir esta semana, com a transferência da operação da Petrobras para a Total, ficando a petroleira brasileira ainda com 10 por cento de fatia na concessão no bloco BM-S-9.

A Shell, com 30 por cento, e a Repsol, com 25 por cento, são parceiros da Petrobras em Lapa.

Além disso, a Petrobras concordou em ceder direitos de 22,5 por cento para a Total na área da concessão de Iara (campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu) no bloco BM-S-11, também no pré-sal. Pelo acordo, a Petrobras continuará como operadora do prospecto, detendo a maior participação, de 42,5 por cento.

"Neste caso especifico, o principal 'driver' (do acordo) é o aspecto estratégico... as duas empresas têm conhecimentos e capacidade de desenvolvimento de estudos que podem fazer com que se reduza muito o risco da exploração...", acrescentou Parente, ao lado do CEO da Total, Patrick Pouyanné.

A transação prevê ainda a opção de a Petrobras assumir 20 por cento de participação no bloco 2 da área de Perdido Foldbelt no setor mexicano do Golfo do México, adquiridos pela Total em parceria com a Exxon, na rodada de licenciamento promovida pelo governo do México no início do mês.   Continuação...