Desemprego volta a subir e atinge máxima de 11,9% no tri até novembro, aponta IBGE

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016 10:35 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego brasileira subiu para 11,9 por cento no trimestre até novembro, máxima da série histórica, depois de permanecer em 11,8 por cento por três vezes seguidas, e o número de desempregados chegou a um recorde de 12,1 milhões de pessoas.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostrou que o número de desempregados no período subiu 33,1 por cento na comparação com o mesmo período de 2015, atingindo um total de 12,132 milhões de pessoas, maior nível para a série iniciada em 2012. Nos três meses até outubro eram 12,042 milhões de pessoas sem emprego.

A taxa de desemprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira não foi ainda pior porque aumentou o número de pessoas fora da força de trabalho.

Esse grupo representa aqueles que não estão procurando emprego e por isso saem da conta e aumentou 1,5 por cento no período entre setembro e novembro sobre o ano anterior, o que representa 967 mil trabalhadores.

A população ocupada continuou diminuindo, registrando um recuo de 2,1 por cento no trimestre até novembro sobre o ano anterior, ou 1,941 milhão de pessoas a menos.

A apatia do mercado de trabalho é reflexo da forte retração econômica pela qual o país passa, com a taxa de desemprego bem acima da leitura de 9,0 por cento no trimestre até novembro de 2015.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de que o dado dos três meses até novembro ficasse em 11,9 por cento.

A renda média do trabalhador, ainda segundo a Pnad Contínua, caiu mais uma vez, mostrando perda de 0,5 por cento sobre o mesmo período do ano passado, a 2.032 reais.

A recessão econômica vem ajudando a inflação a perder força no país em meio ao desemprego alto, mas as perspectivas não são de recuperação sustentada em breve, com a atividade mostrando dificuldades de retomada.   Continuação...

 
Pessoas em busca de emprego fazem fila em local com vagas de trabalho em Brasília. 08/03/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino