ENTREVISTA-Correios avalia venda de ativos não essenciais para ajudar fechar contas no azul em 2017, diz presidente

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017 13:48 BRST
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) planeja se desfazer de ativos não essenciais para evitar fechar de novo com as contas no vermelho em 2017, após ter tido prejuízo de cerca de 2 bilhões de reais no ano passado, disse o presidente da companhia, Guilherme Campos.

"Já há algumas medidas, como o PDI (Programa de Demissão Incentivada, o reajuste de algumas tarifas de serviços", disse Campos em entrevista à Reuters. "Mas virão outras."

Entre os ativos que estão sendo avaliados para venda estão diversos imóveis, incluindo o chamado terreno da universidade, em Brasília, e os edifícios-sede da companhia em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Essas medidas devem vir após o PDI, que deve ser oferecido a cerca de 14 mil dos 117,5 mil empregados da companhia. O programa deve ser aberto em até duas semanas. Com a adesão de cerca de 8 mil funcionários, os Correios devem economizar de 700 milhões a 1 bilhão de reais por ano, disse.

Após ter tido um prejuízo de 2,1 bilhões de reais em 2015, a companhia anunciou em março passado um plano para economizar pelo menos 1,6 bilhão em 2016.

Para Campos, que assumiu em junho, agora mesmo as demissões incentivadas e a elevação de tarifas para envio de cartas e telegramas, que respondem por mais de metade do faturamento da empresa, não serão o bastante para reverter o quadro neste ano.

"São medidas necessárias, mas não suficientes", adicionou.

Além das vendas de ativos, a estatal também avalia medidas para ampliar suas receitas, como a expansão de sua rede de franquias e a oferta de mais serviços.   Continuação...