Casos de gripe aviária no mundo reforçam atenção da indústria do Brasil

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017 17:43 BRST
 

Por Roberto Samora e Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - Um foco de gripe aviária no Chile nesta semana reforçou a atenção e os cuidados com sanidade animal por parte de integrantes da indústria de aves do Brasil, maior exportador global de carne de frango, que nunca registrou o problema.

Integrantes do setor já trabalhavam em alerta máximo desde que começaram a pipocar surtos na Ásia e na Europa, mas o caso no Chile lembrou a ideia de que "risco zero não existe".

"Quando você vê acontecendo num país vizinho (próximo), que está na mesma latitude que a nossa, com situação climática semelhante, isso reforça a percepção de risco", afirmou à Reuters o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), José Antônio Ribas Júnior, do Estado que é primeiro exportador brasileiro de carne de frango.

Segundo ele, "é cada vez mais importante reforçar as barreiras nas granjas", uma vez que a sanidade das aves é o "grande patrimônio" do setor no Brasil, que já se beneficiou indiretamente no passado com problemas de gripe aviária em outros países.

As exportações brasileiras em geral crescem quando ocorrem surtos de gripe aviária no mundo, uma vez que importadores decretam embargos ao produto de países atingidos.

"Somos o último país do mundo com relevância na atividade avícola que não tem nenhum caso de doenças que causem preocupação para consumo. A gente pode ampliar muito nossos mercados com esse patrimônio (sanidade) preservado", acrescentou o dirigente da ACAV.

Por outro lado, a eventual ocorrência de gripe aviária em granjas brasileiras seria desastrosa para o setor avícola do Brasil, segundo produtor global após os Estados Unidos.

O registro de gripe aviária nesta semana no Chile, que foi o primeiro país da América do Sul a registrar um caso de gripe aviária, em 2002, deu-se em uma unidade de perus.   Continuação...