ENTREVISTA-Copel ameaça tirar Engevix de obra de usina para evitar atraso maior

terça-feira, 10 de janeiro de 2017 19:54 BRST
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A estatal paranaense Copel, uma das maiores elétricas do Brasil, tem travado uma disputa com a empreiteira Engevix, ameaçando excluir a companhia da obra da hidrelétrica de Colíder, cuja construção em Mato Grosso está atrasada.

O presidente da unidade de geração e transmissão da Copel, Sérgio Lamy, disse à Reuters que o fornecedor não tem conseguido cumprir o ritmo esperado nas obras, alegando dificuldades financeiras, o que complicou a reta final da construção da usina, orçada em cerca de 2,2 bilhões de reais.

A Engevix, atingida pelos desdobramentos da Lava Jato --operação da Polícia Federal que também processou a construtora-- é a responsável pela entrega de equipamentos auxiliares e por serviços de montagem eletromecânica e construção de uma linha de transmissão associada à usina, que terá 300 megawatts em potência instalada.

"Caso a Engevix se comprometa e demonstre que vai superar os problemas, a alternativa de continuar com eles não está descartada, mas diria que a alternativa de saída deles é muito forte... pretendemos de fato terminar a usina o mais rápido", disse Lamy.

Após ser procurada, a Engevix afirmou que não tem qualquer contrato direto de prestação de serviços para a Copel, mas que participa de um contrato construtor.

"A obra está atrasada em função do fornecimento de turbinas e geradores pela empresa argentina IMPSA, que faz parte do consórcio construtor e está em processo falimentar", disse a Engevix.

Sobre a IMPSA, Lamy afirmou que a Copel está conseguindo contornar atrasos relacionados a esse fornecedor.

Documento do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) cita "problemas com o empreendedor de montagem (Engevix)" da hidrelétrica.   Continuação...