Plataforma em Libra só é viável com flexibilização de conteúdo local, diz Petrobras

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 15:44 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O consórcio da promissora área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, precisa ser liberado da atual obrigação de conteúdo local para que a plataforma piloto do projeto, prevista para 2020, seja licitada, afirmou nesta quarta-feira a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes.

A executiva, no entanto, mostrou-se confiante em uma autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a liberação da obrigação contratual.

"Dado a consistência e a quantidade muito relevante de informações que temos colocado na agência, o consórcio de Libra acredita que estamos caminhando positivamente em relação à ANP", afirmou.

Solange ressaltou que a licitação chegou a considerar cumprir o conteúdo local previsto em contrato, ao ter início em 2016, mas precisou ser reformulada por ter recebido ofertas de valores contratuais muito altos devido à obrigação.

Isso não quer dizer que a empresa não poderá contratar equipamentos no Brasil, segundo ressaltou a assessoria de imprensa da Petrobras, após entrevista de diretores a jornalistas.

A ideia é que o projeto seja realizado sem impactos no custo ou prazo causados pela obrigação de conteúdo local.

A empresa também considera como fator negativo para a licitação de Libra a impossibilidade de a gigante de aluguel de embarcações SBM (SBMO.AS: Cotações) participar, já que a empresa está proibida de contratar com a Petrobras até que um acordo de leniência seja fechado, segundo explicaram diretores.

Além da plataforma de Libra, a Petrobras está contratando uma plataforma para o campo de Sépia, também em Santos, e outras duas plataformas ainda devem ser licitadas neste ano, segundo o diretor de desenvolvimento da Produção e Tecnologia, Roberto Moro.

Ele disse que uma plataforma leva cerca de um ano para ser licitada e três anos para ser construída.   Continuação...