Sob grande expectativa do setor, Trump considera candidatos para chefiar Departamento de Agricultura

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017 11:47 BRST
 

Por Tom Polansek e P.J. Huffstutter

CHICAGO (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou o cargo de secretário de Agricultura como o último chefe de departamento a ser nomeado, após uma reunião com presidentes-executivos de duas gigantes de agronegócios ter dado pistas dos temas que o novo governo enfrentará no setor. 

Trump encontrou-se na quarta-feira com os líderes da Monsanto e da Bayer, os quais ressaltaram os benefícios sobre a fusão proposta entre as companhias, no valor de 66 bilhões de dólares. Embora já tenha se mostrado crítico a outras grandes fusões, Trump não assumiu uma posição publicamente sobre o acordo Bayer-Monsanto. 

O secretário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) não terá poder de aprovar ou rejeitar a fusão, mas enfrentará a questão da consolidação no setor. 

A Dow Chemical propôs uma fusão com a DuPont, ao passo que a China National Chemical Corp (ChemChina) busca adquirir a Syngenta. 

Comércio, regulação ambiental e um projeto de lei federal de agricultura em 2018 também devem estar no topo da agenda do departamento quando Trump tomar posse em 20 de janeiro, de acordo com membros de um comitê de consultoria agrícola que ele formou durante sua campanha. 

A forma como Trump responderá a estas questões, e quem ele escolherá para liderar o USDA, podem determinar se ele será capaz de manter o forte apoio rural que recebeu na eleição de 8 de novembro. 

Alguns membros do comitê disseram à Reuters que realizaram reuniões com Trump e seus conselheiros, e sugeriram possíveis nomes para ajudar a definir o tipo de pessoa que deve liderar o departamento. 

O ex-governador da Geórgia Sonny Perdue é o principal candidato de Trump para assumir o departamento, disse na semana passada um representante da equipe de transição do presidente eleito.    Continuação...

 
Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, em Nova York. 11/01/2017 REUTERS/Shannon Stapleton