Órgão de proteção ambiental dos EUA acusa Fiat Chrysler de excesso de emissões de diesel

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017 18:26 BRST
 

Por David Shepardson e Bernie Woodall

NOVA YORK/DETROIT (Reuters) - A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) acusou nesta quinta-feira a Fiat Chrysler de usar ilegalmente softwares ocultos que permitiam emissões excessivas de diesel, resultado de uma investigação similar à que atingiu a Volkswagen.

A decisão da EPA afeta 104 mil caminhões e SUVs dos EUA vendidos desde 2014, cerca de um sexto dos veículos do caso da Volkswagen. A multa máxima é de cerca de 4,6 bilhões de dólares.

A EPA e a Califórnia Air Resources Board disseram à Fiat Chrysler acreditar que o software de controle de emissões da companhia permitia que veículos emitissem poluição em excesso, violando a lei.

O presidente-executivo da Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, negou que a empresa tenha cometido fraude e conversou com a EPA, para quem divulgou documentos importantes.

"Não fizemos nada ilegal", disse ele. "Nunca houve qualquer intenção de criar condições para enganar os testes. Isso é um completo absurdo."

O braço americano da empresa, a FCA US, disse estar "decepcionado" com as afirmações da EPA e que seus "veículos movidos a diesel atendem a todos os requisitos regulamentares".

A EPA está revisando sistemas de emissões de outras montadoras, mas não está claro se detectou mais irregularidades. Em abril, a Daimler disse que o Departamento de Justiça dos EUA lhe pediu para investigar a certificação de emissões de veículos, incluindo a marca Mercedes.

Os reguladores disseram que a Fiat falhou em divulgar o software de gerenciamento de motores de 104 mil veículos ​​nos EUA de 2014 a 2016 nos modelos Grand Cherokees e Dodge Ram 1500 com motores diesel de 3 litros. O software não divulgado resulta no aumento das emissões de óxidos de nitrogênio. A EPA ainda está investigando se o software constitui um "dispositivo de fraude".   Continuação...