Empresas de varejo devem mostrar números de 4o tri ainda fracos, com algumas exceções

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017 16:13 BRST
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A safra de balanços do quarto trimestre de 2016 deve mostrar uma fotografia mista para o varejo brasileiro e bens de consumo no que diz respeito a vendas, com o quadro fraco da economia ainda pressionando boa parte das empresas, embora algumas devem ser exceções.

A atividade do comércio no país segue afetada por um ambiente de juros elevados e desemprego, com o Brasil ainda em recessão. A empresa de informações de crédito Serasa Experian divulgou na semana passada queda de 6,6 por cento no setor em 2016, o pior resultado desde os anos 2000.

"Ao passo que os dados macroeconômicos ainda não mostram sinais de uma recuperação significativa no curto prazo, avaliamos que os varejistas também devem apresentar números pouco interessantes no quarto trimestre", disse o BTG Pactual.

Os analistas do BTG, contudo, preveem uma melhora sequencial no resultado financeiro das empresas no quarto trimestre.

A previsão de analistas é de que a temporada de divulgação de balanços do setor, considerando as companhias sob cobertura deles, comece com os números da Lojas Renner, em 9 de fevereiro.

As companhias de varejo de vestuário permanecem, na visão de analistas, como um dos segmento mais sensíveis, com expectativas de queda ou variações marginais no comportamento das vendas, com algumas sendo ajudadas pelo seu resultado financeiro.

Números do IBGE endossam a expectativa negativa, com as vendas no setor de tecidos, vestuário e calçados tendo recuado dois dígitos no acumulado do ano até novembro, enquanto o comércio varejista como um todo teve contração de 6,4 por cento.

Para a equipe do BTG Pactual, Cia Hering e Marisa Lojas devem vir com resultados negativos em vendas, em linha com o terceiro trimestre.   Continuação...