22 de Janeiro de 2017 / às 18:57 / 7 meses atrás

Governo argentino evita incerteza de Trump com emissão de bônus, diz jornal

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina se protegeu de uma potencial volatilidade nos mercados gerada pela eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, graças à emissão de 7 bilhões de dólares em bônus realizada na quinta-feira, disse o ministro da Economia ao jornal Clarín.

Com a emissão dos bônus, um de cinco anos e outro de 10 anos, a economia argentina não precisará colocar dívida em dólares novamente neste ano, disse Luis Caputo, depois de voltar de um giro para promover a operação entre investidores.

A Argentina emitiu os bônus em mercados externos a uma taxa de 6,3 por cento, bem abaixo dos 7,2 por cento de uma emissão realizada em abril do ano passado, disse o governo do país na quinta-feira.

"Com estes recursos nos protegemos da incerteza que o chamado 'efeito Trump' poderia gerar", disse o ministro da Economia, segundo o jornal.

"Em princípio, não haverá novas emissões. Pode haver algo em ienes, euros ou francos suíços. Ou uma outra emissão em dólares para algum caso em que seja necessário se tomar dívida para saldar um vencimento. Mas não vai crescer mais o estoque de bônus em dólares", disse Caputo ao jornal.

A Argentina recebeu demanda para até 20 bilhões de dólares para a emissão de quinta-feira, mas o governo limitou a captação a 7 bilhões de dólares para manter a credibilidade no mercado.

"Se tomássemos 12 bilhões poderíamos despertar suspeitas e os investidores poderiam se colocar contra. Além do mais, se haver complicações no restante do ano teremos margem para conseguir estes recursos", disse o ministro.

Segundo Caputo, a emissão de dívida em 2017 da Argentina será cerca da metade da emitida em 2016, quando o governo emitiu um total de 20 bilhões de dólares, as províncias 7 bilhões e companhias do país cerca de 5 bilhões.

"Este ano, o país vai emitir apenas 7 bilhões (de dólares), as províncias não mais que 3,5 bilhões e as empresas cerca do mesmo que o ano passado", afirmou o ministro ao Clarín.

Por Maximilian Heath

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