Samsung diz que baterias causaram fogo em Note 7; pode atrasar lançamento de novo aparelho

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017 13:32 BRST
 

Por Hyunjoo Jin e Se Young Lee

SEUL (Reuters) - A Samsung indicou nesta segunda-feira que a chegada da nova versão do celular Galaxy S pode ser adiada diante de esforços para melhorar a segurança de seus produtos, depois que o modelo Note 7 foi descontinuado por casos de fogo no aparelho.

Após uma investigação de meses, a maior fabricante de celulares inteligentes do mundo afirmou que baterias defeituosas de dois fornecedores foram as responsáveis pelos casos de fogo no Note 7, que custaram à companhia sul-coreana 5,3 bilhões de dólares em lucro operacional.

O diretor da divisão de dispositivos móveis da Samsung, Koh Dong-jin, afirmou que procedimentos foram adotados para evitar a repetição dos problemas no Note 7. A companhia se prepara para o lançamento do Galaxy S8, o primeiro produto premium da companhia desde o recall global do Note 7 em outubro, menos de dois meses depois do lançamento.

"As lições deste incidente estão profundamente refletidas em nossa culturua e processos", disse o executivo a jornalistas. "A Samsung está trabalhando duro para recuperar a confiança dos consumidores."

Koh disse que o Galaxy S8 não será lançado durante a feira mundial de telefonia móvel marcada para Barcelona que começa em 27 de fevereiro. O evento é um local tradicional de lançamentos da série S da Samsung. Ele não comentou quando a companhia planeja lançar o aparelho, embora analistas do setor esperem que as vendas do produto comecem até abril.

A Samsung informou também nesta segunda-feira que ainda não decidiu se irá reusar partes dos Note 7s recolhidos ou se vai revender os aparelhos. Uma fonte com conhecimento do assunto disse à Reuters que a revenda de alguns Note 7 como aparelhos remanufaturados é uma opção.

A companhia afirmou que recolheu 96 por cento dos 3,06 milhões de Note 7s vendidos aos consumidores.

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Caixas do Samsung Galaxy Note 7 vistas em prédio da companhia em Seul.    13/10/2017    REUTERS/Kim Hong-Ji/File Photo