Nações asiáticas tentam salvar Parceria Transpacífico após saída dos EUA

terça-feira, 24 de janeiro de 2017 09:36 BRST
 

Por Charlotte Greenfield e Stanley White

WELLINGTON/TÓQUIO (Reuters) - A Austrália e a Nova Zelândia disseram nesta terça-feira que esperam salvar a Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) incentivando a China e outras nações asiáticas a se unirem ao acordo comercial depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve sua promessa de retirar seu país do pacto.

O TPP, que Washington assinou mas não ratificou, era um pilar da política do ex-presidente norte-americano Barack Obama de dar ênfase à Ásia.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, vinha promovendo o acordo como um motor de reforma econômica, assim como um contrapeso à ascendência de Pequim, que não é membro do TPP.

Cumprindo uma promessa de campanha, Trump assinou uma ordem executiva no Salão Oval na segunda-feira retirando os EUA do TPP, firmado em 2015, e distanciando sua nação de seus aliados asiáticos.

O premiê australiano, Malcolm Turnbull, disse ter conversado com Abe, com o premiê neozelandês, Bill English, e com o colega de Cingapura, Lee Hsien Loong, de segunda para terça-feira sobre a possibilidade de levar o TPP adiante sem os norte-americanos.

"Perder os EUA no TPP é uma grande perda, não há dúvida sobre isso", disse Turnbull a repórteres em Canberra nesta terça-feira. "Mas não estamos prestes a desistir... certamente existe o potencial de a China se juntar ao TPP".

Obama formulou o acordo sem os chineses na tentativa de escrever as regras comerciais asiáticas antes de Pequim poder fazê-lo, estabelecendo a liderança econômica dos EUA na região como parte de sua "guinada para a Ásia".

A China propôs um pacto alternativo, a Área de Livre de Comércio da Ásia Pacífico (FTAAP, na sigla em inglês) e advogou a Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP), que tem apoio do sudeste asiático.   Continuação...

 
Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Aber, e primeiro-ministro australiano, Malcom Turnbull, durante entrevista coletiva na Austrália.   14/01/2017   REUTERS/Chris Pavlich