25 de Janeiro de 2017 / às 09:06 / em 8 meses

Lucro líquido do Santander cresce 4% em 2016 e supera expectativas

Agência do Banco Santander no centro do Rio de Janeiro. 19/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares/File Photo

MADRI (Reuters) - O Banco Santander reportou nesta quarta-feira um aumento de 4 por cento no lucro líquido de 2016, conforme resultados melhores no Brasil ajudaram a compensar performance mais fraca no Reino Unido.

Maior banco da zona do euro em valor de mercado, o grupo Santander obteve lucro líquido de 6,2 bilhões de euros (6,65 bilhões de dólares) em 2016, superando a expectativa média de analistas ouvidos pela Thompson Reuters, de 6,12 bilhões de euros.

Somente no quarto trimestre, o lucro líquido do banco foi de 1,6 bilhão de euros, bem superior ao de 25 milhões de euros do mesmo trimestre de 2015, quando o resultado foi afetado por uma compensação de 600 milhões de euros no Reino Unido.

Segundo padrão contábil espanhol, o Santander apurou lucro líquido de 1,786 bilhão de euros no Brasil em 2016, cifra 9,5 por cento maior ante 2015. O desempenho melhor no Brasil e em outros mercados da América Latina ajudou o banco a lidar com um aperto das margens na Europa.

No Reino Unido, segundo principal mercado para o Santander depois do Brasil, o lucro líquido do banco caiu quase 15 por cento em 2016, para 1,68 bilhão de euros, devido principalmente à depreciação da libra esterlina, que despencou para o nível mais baixo em quase três décadas após o voto pelo Brexit em junho do ano passado.

O Santander ainda reiterou nesta quarta-feira as metas para 2018. “No futuro, temos muitas oportunidades para crescer de modo lucrativo na Europa e nas Américas num ambiente que esperamos que será volátil, mas em geral melhor do que foi 2016 em nossos principais mercados”, disse a presidente do grupo Santander, Ana Botín.

Diferentemente da maior parte dos bancos espanhóis, o Santander não deve ser prejudicado por uma recente decisão judicial na Europa que pode forçar outras instituições a reembolsar os clientes em até 4 bilhões de euros por hipotecas concedidas com taxas mínimas de juro não claramente explicadas.

(1 dólar = 0,9326 euro)

Por Jesús Aguado e Angus Berwick

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