Santander supera efeitos cambiais e lucro do 4º tri impulsiona ações

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017 16:20 BRST
 

Por Jesús Aguado e Angus Berwick

MADRI (Reuters) - O forte aumento do lucro principal no banco espanhol Santander em 2016 e um desempenho melhor que o esperado no último trimestre o fizeram resistir ao impacto das quedas na libra e no peso mexicano, o que impulsionou suas ações nesta quarta-feira.

O maior banco da zona do euro por valor de mercado reportou aumento de 4 por cento no lucro líquido de 2016, a 6,2 bilhões de euros, conforme os resultados no Brasil melhoraram pelo quarto trimestre seguido.

As ações do banco subiram 4 por cento, atingindo um pico em 17 meses.

O lucro líquido do quarto trimestre foi de 1,6 bilhão de euros, ante 25 milhões de euros no ano anterior, quando o Santander foi atingido por uma compensação de 600 milhões de euros na Grã-Bretanha.

Uma média de previsões de analistas calculada pela Reuters apontava lucro de 6,1 bilhões de euros para 2016, enquanto os resultados do quarto trimestre do banco superaram em 9 por cento o consenso das expectativas.

O Santander informou que o Brasil, seu maior mercado, o ajudou a superar pressão nas margens da Europa, e suavizar o impacto das desvalorizações de moedas. O lucro líquido do banco no Brasil subiu pelo quarto trimestre consecutivo, e a receita líquida de juros pelo terceiro trimestre consecutivo, após uma profunda recessão que pressionou os retornos no ano passado.

"Desconsiderando o efeito da depreciação da moeda no Reino Unido, vimos recuperação no lucro e o mercado está reagindo a esse desempenho", disse Nuria Alvarez, analista da corretora madrilenha Renta 4.

Na Grã-Bretanha, seu segundo principal mercado, o lucro de 2016 do Santander encolheu quase 15 por cento no ano, principalmente devido à queda da libra esterlina, que tocou a mínima em cerca de três décadas desde que os britânicos votaram para deixar a União Européia em junho.   Continuação...

 
Agência do banco Santander em Sevilla, no sul da Espanha. 04/03/2016 REUTERS/Marcelo del Pozo