26 de Janeiro de 2017 / às 12:56 / 7 meses atrás

Petroleiras chinesas devem elevar investimentos pela 1ª vez em anos

PEQUIM (Reuters) - As grandes petroleiras chinesas devem aumentar investimentos em 2017 pela primeira vez em anos, em um esforço para extrair mais barris de petróleo de poços domésticos maduros, na esperança de que os preços mais altos tenham vindo para ficar.

A petroleira estatal CNOOC deu o tom neste mês. Depois de um corte na produção internacional acordado pela Opep no fim do ano passado que levou os preços do petróleo Brent a subir para quase 58 dólares o barril, a companhia disse que investirá até 10 bilhões de dólares, 40 por cento a mais do que em 2016.

Executivos da indústria e analistas dizem que esse aumento do investimento anual, o primeiro da CNOOC desde 2014, deve ser seguido pelas demais petroleiras orientais, em uma reviravolta no cenário visto desde a queda dos preços do petróleo em 2014, que gerou anos de cortes de empregos e de orçamentos no mercado mundial de energia.

"Acreditamos que 50 a 60 dólares será o novo normal para os próximos dois anos", disse o executivo-chefe da empresa chinesa de serviços de petróleo e equipamentos Kerui Group, Wang Haitao. "Uma vez que o petróleo está acima de 50 dólares, não é mais um cenário pessimista".

Especialistas da indústria esperam que as gigantes PetroChina e Sinopec sigam o exemplo, com investimentos centrados em deter o declínios de campos de petróleo de risco mais baixo, ao invés da busca por nova produção. Com o mercado global de petróleo ainda muito sobrecarregado, o desenvolvimento de campos de gás natural terá prioridade por enquanto, segundo eles.

A expectativa é de que PetroChina e Sinopec anunciem investimentos no fim de março.

"À medida que o petróleo se recupera, é lógico que vamos aumentar os gastos neste ano, incluindo planos para acelerar o desenvolvimento do gás natural", disse um porta-voz da Sinopec, sem dar detalhes sobre os aumentos.

Um porta-voz da PetroChina não estava imediatamente disponível para comentar.

Por Chen Aizhu, reportagem adicional de Patturaja Murugaboopathy em Bangalore

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