Eike tem prisão decretada na Lava Jato e entra em lista de foragidos da Interpol

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017 18:39 BRST
 

Por Pedro Fonseca e Lisandra Paraguassu

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira nova operação no âmbito da Lava Jato e tentou prender o empresário Eike Batista por suspeita de pagamento de propina de 16,5 milhões de dólares ao ex-governador Sérgio Cabral, mas o ex-bilionário não foi encontrado.

Eike teria viajado do Rio para Nova York na terça-feira à noite, segundo informações preliminares obtidas pela polícia na madrugada desta quinta, possivelmente utilizando um passaporte alemão.

A Polícia Federal informou nesta tarde que pediu à Interpol a inclusão do nome de Eike na lista vermelha de foragidos internacionais da Interpol.

Mais cedo, o delegado da PF Tacio Muzzi havia dito que se não houvesse um contato de Eike em "prazo curtíssimo" seu nome seria passado para a Interpol.

O advogado Sergio Bermudes, um dos representantes legais de Eike, mas que não atua na causa que levou ao pedido de prisão do empresário, disse ter informações de que Eike voltará ao país normalmente e se entregará às autoridades. Ele considerou "exagerada" a decisão de incluir seu cliente na lista de foragidos da Interpol.

"O Eike não representa perigo nenhum, nem perigo público, não tenta prejudicar as provas que estão sendo produzidas no processo, de maneira que não vi razão para isso", disse à Reuters por telefone.

No início da noite, a assessoria do empresário divulgou uma nota afirmando que Eike "se colocou à disposição das autoridades brasileiras com vistas a prestar todos os esclarecimentos e as informações necessárias de forma a contribuir com as investigações em curso", assim que ficou sabendo da operação.

"Eike Batista se encontra no exterior por conta de compromissos profissionais e se apresentará em breve às autoridades, procedimento inclusive adotado espontaneamente em diversas oportunidades anteriores", acrescenta a nota.   Continuação...

 
Eike Batista durante evento em Beverly Hills, na Califórnia
30/04/2012 REUTERS/Fred Prouser