Eike Batista é detido pela PF ao desembarcar no Rio e vai para presídio

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 11:51 BRST
 

Por Pedro Fonseca e Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O empresário Eike Batista foi preso pela Polícia Federal logo depois de desembarcar no Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira e foi levado para o presídio Ary Franco, após ter a prisão decretada pela Justiça Federal por suspeita de pagamento de propina milionária ao ex-governador Sérgio Cabral.

A própria Polícia Federal levou Eike para o presídio, em Água Santa, na zona norte da cidade. Como não tem curso superior completo, o empresário não tem direito a uma cela especial.

O advogado de Eike, Fernando Martins, disse a jornalistas na porta do presídio que há uma preocupação da defesa com a integridade física do empresário e que estão sendo tomadas as "cautelas necessárias", mas não forneceu detalhes.

O advogado disse que ainda não teve contato com Eike desde o retorno ao Brasil e que vai aguardar até conversar com seu cliente para estabelecer as estratégias da defesa.

"Ele acabou de chegar, a defesa ainda não teve acesso a ele, nós vamos aguardar conversar com o cliente, de forma que não podemos adiantar a linha de defesa que será adotada", disse a jornalistas.

Eike, que era considerado foragido desde a semana passada, embarcou na noite de domingo em Nova York de volta ao Brasil para se entregar às autoridades, e disse que iria "ajudar a passar as coisas a limpo".

"Estou voltando e vou responder à Justiça, como é o meu dever", disse em entrevista à Globonews no aeroporto nos EUA. "O sentimento é que tem que se mostrar o que é, está na hora de eu mostrar e ajudar a passar as coisas a limpo."

Carros da Polícia Federal estavam na pista do aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim à espera do desembarque do empresário, que foi rapidamente retirado da aeronave e levado em um veículo preto da PF para o Instituto Médico Legal (IML), de onde seguiu para o presídio Ary Franco.   Continuação...

 
Eike Batista chega ao presídio Ary Franco, no Rio de Janeiro. 30/01/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino