Políticas de imigração de Trump geram fracos protestos corporativos além do Vale do Silício

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 12:59 BRST
 

Por Devika Krishna Kumar e Ross Kerber

NOVA YORK/BOSTON (Reuters) - A maior parte dos líderes corporativos dos Estados Unidos manteve silêncio em relação às restrições impostas pelo presidente Donald Trump à imigração, destacando a sensibilidade em se opor a políticas que podem provocar reações contrárias da Casa Branca.

Enquanto os líderes da Apple, Google e Facebook enviaram e-mails aos seus funcionários para denunciar a suspensão do programa norte-americano de refugiados e o veto à chegada de pessoas de sete países de maioria muçulmanas, muitos de seus pares de outras indústrias se negaram a comentar ou emitir comunicados reiterando o compromisso empresarial com a diversidade.

A diferença nas respostas mostra a pressão que grandes faixas do mundo corporativo dos EUA enfrentam para evitar rixas públicas com o novo governo.

Empresas como as fabricantes de aviões Boeing e de carros Ford Motor e General Motors já entraram em conflito com Trump sobre outras questões, e têm muitas coisas em jogo nas futuras decisões que o governo vai tomar em relação a impostos, comércio e regulamentação.

Antes de assumir, Trump atacou a Boeing pelo custo do futuro programa do avião presidencial Air Force One. O presidente-executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, se encontrou mais cedo neste mês com Trump e disse que fizeram progressos na questões sobre o Air Force One e uma possível venda de aeronaves.

Representantes da Boeing, General Motors e Ford se negaram a comentar sobre as políticas de imigração de Trump.

Wall Street, enquanto isso, espera que o novo governo alivie algumas regulações introduzidas após a crise financeira de 2007/2008 e adote um tom regulatório mais suave.

Os setores bancários, de saúde e automobilístico "se veem à beira de uma nova era de desregulamentação, e não querem fazer nada que possa ofender o novo imperador", disse o diretor do Centro da Universidade de Boston para Finanças, Direito e Política, Cornelius Hurley.   Continuação...