Cielo espera 2017 relativamente estável, foca em máquinas mais rentáveis

terça-feira, 31 de janeiro de 2017 10:51 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Cielo espera a receita de suas máquinas de cartão um pouco melhor em 2017, apesar da mortalidade de empresas clientes de suas soluções de pagamento eletrônico, afirmou o presidente da companhia, Eduardo Gouveia, nesta terça-feira.

Segundo ele, o efeito de mortalidade de empresas no Brasil "se acentuou principalmente no quarto trimestre", mas a Cielo tem conseguido manter a receita de suas máquinas de pagamento (POS) focando nos modelos sem fio e com entrega de serviços adicionados, que têm rentabilidade melhor que os modelos com fio.

Segundo o executivo, parte da estratégia para enfrentar a queda na base de POS inclui produtos com maior valor agregado, como um pacote a preço fixo lançado recentemente e chamado Cielo Controle que inclui a máquina de pagamento.

Na véspera, a empresa reportou alta de 18 por cento no lucro líquido do quarto trimestre, a 1,06 bilhão de reais, ajudada por controle de custos e melhor resultado financeiro.

O desempenho foi alcançado apesar de uma queda de 9,3 por cento no final de 2016 na base de POS instalados, para cerca de 1,95 milhão. A receita, porém, subiu 2,1 por cento, para 3,1 bilhões de reais.

Às 10:47, as ações da Cielo exibiam alta de 0,94 por cento, enquanto o Ibovespa tinha valorização de 0,36 por cento.

Gouveia afirmou que espera uma melhora do mercado de cartões "mais para o finalzinho do ano", com uma recuperação mais forte em 2018. Ele não deu números precisos.

A Cielo prevê alta de 4 a 6 por cento no volume financeiro no Brasil em 2017. No ano passado, o crescimento foi de 6,2 por cento. Já os gastos totais, incluindo Cateno, devem subir no mesmo intervalo do volume financeiro, após aumento de 5,8 por cento em 2016.

A empresa projeta investimento de 400 milhões de reais em terminais POS este ano, mesmo valor previsto para 2016, embora tenha gasto 277,6 milhões de reais nesta linha no ano passado.   Continuação...