February 3, 2017 / 2:38 PM / 6 months ago

Dólar devolve alta e tem queda após fraco avanço da renda do trabalhador nos EUA

3 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar devolveu a alta exibida mais cedo e passou cair ante o real após o relatório do mercado de trabalho norte-americano mostrar crescimento abaixo do previsto da renda média do trabalhador em janeiro, apesar do avanço acima das expectativas para a abertura de vagas.

Às 12:08, o dólar recuava 0,31 por cento, a 3,1123 reais na venda, depois de cair 0,89 por cento na véspera e fechar a 3,1219 reais, menor nível desde 25 de outubro passado.

O dólar futuro caía cerca de 0,4 por cento.

"Apesar de ter havido aumento da contratação, o dado salarial foi pior. O qualitativo dos dados foi negativo", explicou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano.

Pelos dados divulgados nesta sexta-feira, apesar de terem sido criadas 227 mil vagas em janeiro, bem acima das 175 mil previstas em pesquisa Reuters, a renda média/hora subiu apenas 0,1 por cento, menos do que o 0,3 por cento estimado.

"Além disso, o rendimento de dezembro foi revisado para baixo", acrescentou Serrano.

A taxa de desemprego também ficou acima do esperado, 4,8 por cento ante 4,7 por cento em pesquisa Reuters, mostrando que mais gente saiu à procura de emprego.

O dado divulgado é mais abrangente do que o Relatório Nacional de Emprego da ADP, que na quarta-feira havia impulsionado o dólar ao informar que o setor privado abriu 246 mil empregos em janeiro, muito acima dos 165 mil estimados pelos economistas ouvidos pela Reuters.

O dólar perdeu força após a divulgação dos números e passou a cair também ante divisas emergentes, como o peso mexicano, a lira turca e o rand sul-africano.

Com os dados do relatório do mercado de trabalho, os investidores seguem sem novas pistas sobre qual será o próximo passo do Federal Reserve, banco central norte-americano, em relação à política monetária no país.

O Fed não deixou claro após o término de sua reunião de política monetária nesta semana a trajetória dos aumentos de juros, limitando-se a sugerir que estava no caminho para subir as taxas neste ano.

Internamente, a expectativa de ingresso de recursos em razão de novas captações de empresas brasileiras, assim como o otimismo com a aprovação das reformas fiscais após o governo ter garantido aliados nas presidências da Câmara e Senado, contribuíam para o recuo do dólar ante o real.

O Banco Central novamente não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio para esta sessão, por enquanto.

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