Dólar fecha com leve baixa sobre o real com expectativas de fluxo positivo

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017 17:09 BRST
 

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou com leve queda ante o real nesta terça-feira, com a expectativa de ingresso de recursos no país limitando o movimento comprador, que nesta sessão foi influenciado por um ambiente de maior aversão ao risco externo com as tensões sobre as eleições na França e na Alemanha.

O dólar recuou 0,28 por cento, a 3,1172 reais na venda, depois de ir a 3,1375 reais na máxima do dia e a 3,1142 reais na mínima. O dólar futuro registrava alta de cerca de 0,20 por cento no final da tarde.

"Tem se fortalecido a visão sobre as entradas de recursos, em meio a captações e IPOs (abertura de capital)", resumiu um profissional da mesa de câmbio de uma corretora nacional.

Muitas empresas têm aproveitado a janela favorável neste princípio de ano e vêm anunciando captações externas, o que favorece a trajetória de baixa do dólar ante o real. Na véspera, a mineradora Vale reabriu seu bônus 2026, no valor de 1 bilhão de dólares e, agora, a companhia aérea Azul iniciou seu projeto de se listar na BM&FBovespa com oferta inicial de ações.

O alívio na alta do dólar no exterior ao longo da sessão também influenciou no mercado doméstico. O dólar ainda subia ante uma cesta de moedas e divisas emergentes, como o peso mexicano, mas com menor ímpeto.

Mais cedo, predominava no mercado um ambiente de maior aversão ao risco por conta das preocupações com o desfecho das eleições na Europa, sobretudo na França.

"O mercado está com os olhos voltados para o exterior, para as eleições na França. Se a Marine Le Pen vencer, pode ser o fim do euro, isso causa algum estresse", comentou um profissional de câmbio de uma corretora local.

O candidato independente à Presidência francesa, Emmanuel Macron, de centro, venceria a líder da extrema-direita, Marine Le Pen, no segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa de opinião divulgada mais cedo. No entanto, Le Pen teria o maior número de votos no primeiro turno da eleição, em abril, com 25 por cento, comparado aos 23 por cento de Macron.   Continuação...