PF deflagra operação contra exploração ilegal de ouro

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017 17:10 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Uma operação deflagrada nesta quarta-feira contra a exploração ilegal de garimpos de ouro resultou em prisões, conduções coercitivas, mandados de busca e o bloqueio de 100 milhões de reais de uma das maiores empresas de ouro e câmbio do país, informou a Polícia Federal (PF).

Segundo uma fonte a par do assunto, o centro da investigação é a Ourominas, que se apresenta como maior empresa de ouro e um das maiores de câmbio do Brasil.

Em nota, a Ourominas informou que ainda não obteve acesso aos autos da investigação e que, por isso, não poderia se manifestar a respeito da notícia, mas que a companhia e seus dirigentes estavam à disposição da Justiça "para prestar todos os esclarecimentos necessários à elucidação dos fatos apurados na investigação".

A empresa ainda acrescentou que não teve os bens bloqueados, não houve nenhuma prisão e as atividades não foram suspensas, como afirmava que seriam na nota da PF.

Batizada de Crisol, nome do instrumento usado na fundição de metais como ouro e prata, a operação envolve 47 mandados judiciais, incluindo seis prisões temporárias, 13 conduções coercitivas e 28 mandados de busca nas cidades de Macapá (AP), Oiapoque (AP), São Paulo e Itaituba (PA), afirmou a PF.

Além disso, a Justiça Federal determinou o bloqueio de 100 milhões de reais de bens da empresa. Também foram autorizados o bloqueio de contas, bens e valores dos investigados, além da suspensão das atividades de empresas.

A PF afirma ter apurado que o ouro era retirado de garimpos ilegais de várias regiões do país e transportado de avião para São Paulo.

"A organização criminosa, que atua nos Estados de Mato Grosso, Pará, Amapá e São Paulo, chegou a movimentar cerca de 180 quilos de ouro por semana, o equivalente a 27 milhões", diz trecho do documento.

A PF afirmou ainda ter apreendido cerca de 70 quilos de ouro transportados ilegalmente do Pará para São Paulo.   Continuação...