Pressão no atacado diminui e IGP-M desacelera alta a 0,10% na 1ª prévia de fevereiro, diz FGV

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017 10:19 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,10 por cento na primeira prévia de fevereiro, desacelerando ante a alta de 0,86 por cento no mesmo período do mês anterior diante da menor pressão dos preços no atacado.

Os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, registrou variação positiva de 0,01 por cento na primeira prévia de fevereiro, depois avançar de 1,13 por cento no período anterior.

No IPA, os preços dos Bens Finais recuaram 1,02 por cento, após avanço de 0,64 por cento no mês anterior, com a FGV destacando o comportamento do subgrupo alimentos processados.

A alta dos preços ao consumidor também desacelerou, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, subindo 0,22 por cento no período sobre alta de 0,40 por cento na primeira prévia de janeiro.

No IPC, o grupo Alimentação recuou 0,41 por cento, ante avanço de 0,52 por cento no mesmo período do mês anterior, com destaque para o comportamento do item carnes bovinas.

Por sua vez o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,39 por cento na primeira prévia de fevereiro, acelerando a alta sobre o avanço de 0,22 por cento anteriormente.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.

A primeira prévia do IGP-M calculou as variações de preços no período entre 21 e 31 de janeiro.

(Por Thaís Freitas)

 
Apartamento com anúncio de aluguel em Copacabana, no Rio de Janeiro.  O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) , utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis., subiu 0,10 por cento na primeira prévia de fevereiro. 13/06/2016.  REUTERS/Ricardo Moraes