Lojas Renner tem queda em vendas mesmas lojas no 4º tri; vê recuperação gradual

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017 20:18 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Lojas Renner voltou a ter queda nas vendas no conceito mesmas lojas no quarto trimestre, ainda afetada pelo cenário adverso para o varejo, diante da recessão do país.

A queda de 0,8 por cento de outubro a dezembro ante mesmo período de 2015, segundo a empresa, refletiu a atitude cautelosa do consumidor e o ambiente promocional e competitivo, além da demora do aumento da temperatura, com impacto na coleção verão.

O declínio, no entanto, foi mais brando do que no terceiro trimestre, quando o recuo ano a ano tinha sido de 3,9 por cento.

De acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores da Lojas Renner, Laurence Gomes, o desempenho do quarto trimestre ficou aquém da expectativa da empresa, mas houve melhora gradativa no período, que se seguiu em janeiro.

"É isso o que estamos esperando para 2017: uma melhora gradual ao longo dos trimestres", afirmou o executivo à Reuters, acrescentando que a varejista espera recuperar os níveis de vendas históricos pré-2016 a partir do segundo semestre.

Segundo ele, apesar de sinais de recuperação da confiança do consumidor e de empresários, da queda da inflação e dos juros menores, o ano seguirá desafiador, com desemprego ainda elevado.

Apesar do quadro econômico difícil, a Lojas Renner teve alta de 19,2 por cento no lucro líquido no quarto trimestre, a 299,8 milhões de reais, apoiada em controles de despesas e receitas com produtos financeiros. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado total foi de 567,7 milhões de reais, alta de 15,5 por cento.

O rigor nas despesas garantiu estabilidade ou leve alta de margens operacionais, disse Gomes, mesmo com alta anual de apenas 4,5 por cento na receita líquida, a 1,92 bilhão de reais.

A margem bruta das operação de varejo atingiu 55,8 por cento, ante 55,7 por cento um ano antes, enquanto a margem Ebitda ajustada total subiu 2,8 pontos percentuais, para 29,6 por cento nos últimos três meses de 2016.   Continuação...