ENTREVISTA-Líder em equipamentos para setor de café mais que dobra vendas em feira em MG

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017 18:52 BRST
 

Por Roberto Samora

GUAXUPÉ, Minas gerais (Reuters) - A Pinhalense, empresa brasileira líder no mercado de equipamentos e máquinas para o setor produtivo de café, mais que dobrou as vendas registradas no primeiro dia da principal feira do setor no país, evidenciando efeitos de bons preços do grão nos últimos anos, investimentos em inovações e a diversidade de produtos da companhia, enquanto cafeicultores e exportadores investem na busca por eficiência.

Com alguns lançamentos como a despolpadora de café a seco, ecologicamente correta por não desperdiçar água, a empresa com 66 anos de existência, que hoje vende para 93 países, aumentou em 120 por cento seus negócios na Femagri, em Guaxupé (MG), realizada pela cooperativa Cooxupé.

A forte alta, na comparação com o mesmo primeiro dia da feira no ano passado, surpreendeu o presidente da empresa Reymar Coutinho de Andrade, também um dos 83 acionistas da companhia, quando ele concedia entrevista à Reuters e recebeu a informação no início da noite de quarta-feira.

"Já estou revendo minhas expectativas para a feira em função disso", afirmou ele, que previa um aumento de 30 a 35 por cento no faturamento advindo da Femagri, após receber dados sobre os 161 negócios registrados.

O total de ganhos apenas na quarta-feira superou o verificado em dois dias da Femagri em 2016, revelou Andrade, sem detalhar valores. A feira prossegue nesta quinta e na sexta-feira.

O empresário lembrou que a expectativa de faturamento total da empresa este ano é 15 por cento superior aos 160 milhões de reais registrados em 2016, e não descartou revisar para cima seus números anuais já que a companhia fechou janeiro com ganhos acima daquele índice esperado para 2017 inteiro, e fevereiro "começou bem com as boas notícias da Femagri".

Questionado sobre como encara tais resultados enquanto o país atravessa uma de suas piores crises da história, Andrade foi rápido e direto: "O país está em recessão, não a agricultura, que vive um outro momento, e o café vive um momento melhor que as outras commodities".

"O café vem de sucessivos anos de bons preços, e a safra deste ano é menor (pela bienalidade negativa), mas não é tão baixa quanto estão falando", comentou.   Continuação...