Contas inativas do FGTS podem movimentar R$40 bi na economia, diz Temer

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017 16:01 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - A liberação para saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) terá o potencial de movimentar cerca de 40 bilhões de reais na economia, afirmou nesta terça-feira o presidente Michel Temer, chamando atenção para o impacto positivo desse ingresso de recursos na atividade econômica.

O governo trabalha inicialmente com expectativa de injeção de 30 bilhões de reais com os saques. Mas em assinatura do decreto que estabelece o cronograma para as retiradas, o governo destacou que a medida contempla o universo de 49,6 milhões de contas, com saldo total de 43,6 bilhões de reais.

"Se todos sacarem, serão 40 bilhões ingressando na economia", disse Temer.

A liberação dos recursos em contas inativas do FGTS foi anunciada pelo governo no fim do ano passado dentro de pacote de medidas microeconômicas para dar impulso à atividade após dois anos de profunda recessão.

Em coletiva de imprensa, o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, estimou que a medida deverá movimentar sozinha 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Em conjunto com outras iniciativas do governo anunciadas recentemente, como o reajuste no perfil de renda dos beneficiários do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, o patamar sobe para 0,8 por cento do PIB, acrescentou.

Segundo Dyogo, o saque das contas inativas do FGTS deverá levar a uma redução mais rápida do endividamento das famílias, o que dinamizará a volta do crescimento econômico. Ele também previu que haverá diminuição do nível de inadimplência e, por consequência, do custo dos financiamentos no país.

"Sem dúvida esperamos que haja redução do nível de inadimplência o efeito disso em termos de spread é basicamente direto", disse.

Por sua vez, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, argumentou que a medida não prejudica a solidez do FGTS e tampouco ameaça o funding do financiamento imobiliário no país.   Continuação...

 
Temer durante evento em Brasília.  22/12/2016. REUTERS/Adriano Machado