Hidrelétrica de Jirau arma operação de guerra para retirar troncos no rio Madeira

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017 16:37 BRST
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, tem promovido desde meados de janeiro uma "operação de guerra" para retirar um enorme volume de troncos de árvores que se juntaram no rio Madeira, acima do reservatório da usina, após o rompimento de uma estrutura implementada para proteger a área desses resíduos.

O rio em que Jirau foi construída é chamado de Madeira justamente devido à força das águas, que derruba árvores nas margens e arrasta os troncos, o que exigiu que o projeto contemplasse uma estrutura com boias para interceptar os galhos e fazer com que estes passem pela usina sem ter contato com as máquinas.

A estrutura de contenção chamada "log boom" já passou por reparos, mas o grupo Energia Sustentável do Brasil (ESBR), responsável pela hidrelétrica, poderá levar até cinco meses para retirar todos os troncos do lago da usina, disse à Reuters o presidente da empresa, Victor Paranhos.

O rompimento da estrutura de proteção foi registrado em 14 de janeiro, e os troncos chegaram a ocupar uma área de aproximadamente seis hectares.

Atualmente não há mais troncos chegando à área próxima da casa de força da usina, segundo Paranhos, mas o material concentrado no lago precisa ser retirado para não gerar riscos à operação do empreendimento.

"Você tem que fazer isso tudo com balsas. São três balsas, é uma operação complexa, muito manual... e retirar os troncos de lá tem que ser aos poucos. É um trabalho bem demorado e não é barato, a retirada vai levar uns quatro a cinco meses", afirmou o executivo.

Ele não quis comentar valores desembolsados no reparo e na operação de retirada dos troncos, mas ressaltou que a operação da hidrelétrica não foi afetada.

"Não perdi nenhum megawatt (em geração)", garantiu.   Continuação...