Provisões derrubam lucro do BB no 4º tri; banco prevê lucro maior em 2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017 09:44 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil teve forte queda do lucro no quarto trimestre, pressionado por um pico nas provisões para perdas com calotes ao mesmo tempo em que os empréstimos tiveram nova retração.

O banco estatal anunciou mais cedo nesta quinta-feira que seu lucro líquido de outubro a dezembro somou 963 milhões de reais, desabando 61,6 por cento ante mesma etapa de 2015. Em termos ajustados, o lucro caiu 34 por cento ano a ano, para 1,75 bilhão de reais.

A chamada provisão para créditos de liquidação duvidosa do BB no período atingiu 7,49 bilhões de reais, volume 7,1 por cento maior sobre um ano antes e 12,7 por cento acima do trimestre imediatamente anterior.

Embora o BB tenha conseguido elevar o spread – diferença entre o preço que o banco paga para tomar recursos e o que cobra para emprestar a clientes -, isso se deu sobre uma base menor, dado que a carteira de crédito encolheu.

No fim de 2016, a carteira de crédito ampliada do banco era de 708,1 bilhões de reais, queda de 11,3 por cento em um ano. Considerando apenas os empréstimos no país, o montante caiu 8,4 por cento, para 679 bilhões de reais.

Esse declínio foi puxado sobretudo pelo setor corporativo, para o qual o estoque de financiamentos do BB teve uma queda de 18,9 por cento no ano.

Como proporção da carteira, o índice de inadimplência do banco acima de 90 dias foi de 3,29 por cento no fim do ano, ante 3,5 por cento no final do trimestre anterior e 2,23 por cento um ano antes.

O banco conseguiu um aumento de 6,3 por cento das receitas com tarifas no comparativo com o quarto trimestre de 2015, para 6,36 bilhões de reais. Na outra ponta, as despesas administrativas subiram apenas 1,6 por cento na mesma comparação, para 8,62 bilhões de reais.

A queda no lucro fez a rentabilidade sobre o patrimônio líquido – que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas - cair quase 5 pontos percentuais sobre o último trimestre de 2015, para 7,2 por cento, em bases ajustadas.   Continuação...

 
Agência do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro.    15/12/2014      REUTERS/Pilar Olivares/File Photo