EXCLUSIVO-Sinochem pode vender fatia de 40% no campo de Peregrino, em Campos, dizem fontes

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 11:27 BRT
 

Por Anshuman Daga e Nidhi Verma e Chen Aizhu

SINGAPURA/NOVA DÉLHI/PEQUIM (Reuters) - A petroleira chinesa Sinochem estuda a venda de sua fatia de 40 por cento no campo brasileiro de Peregrino, na Bacia de Campos, afirmaram à Reuters quatro fontes com conhecimento do assunto, em um negócio no qual o conglomerado estatal poderia deixar um ativo que já foi considerado chave no passado devido aos baixos preços do petróleo.

A empresa de petróleo e produtos químicos fechou a compra de sua atual participação junto à norueguesa Statoil por 3,07 bilhões de dólares em 2010 --vencendo uma série de rivais chinesas em busca de ativos de alta qualidade. A Statoil detém os outros 60 por cento de Peregrino, que é o maior campo de petróleo pesado operado pela companhia fora da Noruega.

Duas das fontes com conhecimento do assunto disseram que a Sinochem está se movendo para vender a maior participação em óleo e gás que detém no exterior --com capacidade para produzir 100 mil barris por dia --em meio a uma revisão de seus ativos para refletir a queda dos preços do petróleo nos últimos dois anos e meio.

Com isso em mente, disse uma das fontes, a Sinochem está lançando o processo de venda com um grande desconto em relação ao preço pago pela companhia na compra do ativo.

"Peregrino tem sido uma história de sucesso para a Statoil, não apenas tecnicamente, mas também financeiramente. O ativo oferece muito valor e tem um bom operador com a Statoil", disse Horacio Cuenca, diretor de pesquisa de upstream para a América Latina na consultoria de energia Wood Mackenzie.

As expectativas de longo prazo para os preços do petróleo e os investimentos necessários nos próximos dois a três anos para desenvolver a segunda fase de produção de Peregrino determinarão o valor de qualquer possível venda de participação no ativo, afirmou Cuenca.

O processo para vender a participação brasileira ainda está em fase inicial e uma decisão final dependerá de como as negociações progridem, disseram as fontes familiarizadas com o assunto. As fontes falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizadas a discutir o tema publicamente.

A Statoil preferiu não comentar.   Continuação...