22 de Fevereiro de 2017 / às 10:24 / em 7 meses

Lucro da Iguatemi cresce 18% no 4º tri; previsão para 2017 é de cautela

SÃO PAULO (Reuters) - A administradora e incorporadora de shoppings centers Iguatemi teve lucro líquido de 49,8 milhões de reais no quarto trimestre, alta de 18 por cento ante mesmo período de 2015 devido ao controle de custos e ao melhor desempenho operacional.

A receita líquida da empresa cresceu 6,9 por cento na mesma comparação, a 183,8 milhões de reais, impulsionada pelo aumento de 2,7 por cento das vendas totais do portfólio, a 3,9 bilhões.

Já a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 143 milhões de reais, estável sobre um ano antes, mas incluiu receita operacional não recorrente de 26 milhões de reais.

“Conseguimos manter o Ebitda porque fizemos nosso dever de casa com contenção de custos e despesas”, disse à Reuters a vice-presidente de finanças e relações com investidores da Iguatemi, Cristina Betts. A linha de custos e despesas caiu 23,6 por cento ano a ano, para 41 milhões de reais.

GUIDANCE

Em 2016, o lucro líquido da Iguatemi caiu 15 por cento, para 164 milhões, mas a receita líquida cresceu 5 por cento, para 668 milhões, no piso do guidance traçado para o ano.

Em 2017, a companhia projeta alta de 2 a 7 por cento na receita líquida. “Estamos sendo um pouco mais conservadores. A confiança está melhor e perspectiva para o ano, também, mas esse guidance reflete uma retomada ainda lenta”, explicou Cristina.

A empresa também prevê margem Ebitda de 73 a 77 por cento no ano. No ano passado, o índice foi de 78 por cento. Para investimentos, a expectativa é de 80 milhões a 130 milhões de reais, abaixo dos 160 milhões de reais desembolsados em 2015.

“Não há nenhuma inauguração ou expansão prevista para 2017”, afirmou Cristina. Em 2016, o grupo lançou dois empreendimentos em Porto Alegre.

Segundo a executiva, parte dos investimentos previstos para este ano será destinada ao início das obras de outlets, que começarão a ser entregues só em 2018.

Para Cristina, O ciclo de queda da Selic deve permitir ao grupo reduzir seu endividamento. No fim de 2016, a empresa tinha relação dívida líquida sobre Ebitda de 3,2 vezes, inferior ao nível de 3,4 vezes observado no terceiro trimestre.

“A redução foi motivada pela retração dos investimentos e expansão da receita com a maturação de projetos”, disse ela.

Por Gabriela Mello

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