ENTREVISTA-Via Varejo se move para ter crescimento de vendas online em 2017

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017 08:02 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Via Varejo reserva para 2017 uma série de medidas voltadas para melhorar processos e experiência de seus clientes, dando continuidade a esforços iniciados no ano passado para acelerar o crescimento das vendas online e gerar valor para a maior rede de eletroeletrônicos do país.

"No resultado do primeiro trimestre, nós já vamos mostrar um comércio eletrônico que volta a crescer gerando valor para a companhia... E essa vai ser a tônica de 2017", afirmou à Reuters o diretor de comércio eletrônico da Via Varejo, Flávio Dias.

A companhia, que é controlada pelo Grupo Pão de Açúcar, apurou queda de 10,4 por cento na receita total de vendas (variação GMV) do online no quarto trimestre de 2016, depois de registrar recuo de 24,2 por cento no terceiro trimestre. No ano como um todo, o declínio foi de 16,3 por cento.

"Nossa perspectiva é crescer mais que o mercado (neste ano)", acrescentou.

O faturamento do comércio eletrônico no país deve crescer 12 por cento este ano, de acordo com expectativa da empresa de informações sobre o varejo eletrônico Ebit, uma aceleração em relação a 2016, quando o faturamento teve alta nominal de 7,4 por cento.

A aposta da Via Varejo, que controla as marcas PontoFrio e Casas Bahia, representa uma forte reação aos números do ano passado, mas Dias destacou que as reestruturações e ajustes promovidos em 2016 já têm mostrado resultado ao longo dos últimos meses e que, combinados a novas iniciativas, devem fazer a empresa voltar a crescer e de forma sustentável.

Entre as ações para voltar a crescer está a conclusão da integração sistêmica da Via Varejo e da Cnova Brasil, prevista para julho, que beneficiará a operação, particularmente nos estoques, incluindo a redução dos custos de carregamento, disse o executivo.

A Cnova Brasil se tornou uma subsidiária integral da Via Varejo na segunda metade do ano passado. Antes era controlada pela Cnova, do grupo francês Casino, que controla o GPA. De acordo com Dias, as integrações comercial e logística entre as duas empresas foram concluídas em 2016.   Continuação...