Italiana Azimut quer dobrar gestão de riquezas no Brasil para R$4 bi em 2017

sexta-feira, 3 de março de 2017 13:58 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Azimut, maior gestora independente de recursos da Itália, prevê quase dobrar o volume na área de gestão de riquezas no Brasil neste ano, com um misto de crescimento orgânico e aquisições, disse um executivo do grupo à Reuters.

"Vamos seguir agressivos neste ano, tanto em crescimento orgânico quanto em aquisições", disse o presidente-executivo de wealth management da Azimut Brasil, Antonio Costa. "Nossa meta é fechar o ano com cerca de 4 bilhões de reais."

Parte do plano de expansão do grupo no país envolve diversificação geográfica, com foco nas capitais Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Recife e Salvador, disse ele.

Veterano do mercado de bancos de investimento, com passagens por Merrill Lynch, Banco Garantia e Credit Suisse, Costa chegou à Azimut em outubro de 2015, para estruturar a divisão de grandes fortunas do grupo italiano no país, para investidores com mais de 1 milhão de reais disponíveis.

Desde então, O braço de wealth management da Azimut, que nasceu no Brasil da união da AZ FuturaInvest com a AZ LFI com uma combinação de expansão orgânica e aquisições, triplicou para os 2,2 bilhões de reais atuais o volume de recursos sob gestão.

As aquisições fazem parte da estratégia da instituição de ser líder entre as gestoras de recursos não ligadas a bancos no país até 2020, ano em que as divisões de gestão de riquezas e a de fundos, serão consolidadas numa estrutura unificada.

Com parte desse plano, a Azimut estuda opções para atender clientes de faixas de renda menores, disse o executivo. Hoje, a área comandada por Costa atende investidores com patrimônio financeiro a partir de 500 mil reais.

Para isso, além de estender a plataforma aberta, divisão que distribui produtos de casas conhecidas do mercado, como Credit Suisse; Adam Capital, de Márcio Appel; e o Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, a Azimut estuda parcerias com fintechs, disse Costa.

As declarações surgem no momento em que a indústria brasileira de gestão de recursos mostra sinais de recuperação, após anos de baixa captação líquida, na esteira da baixa atividade econômica do país.   Continuação...