Fluxo de soja melhora em parte da BR-163 após semanas de caos por atoleiros

sexta-feira, 3 de março de 2017 15:52 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O trânsito de caminhões carregados com soja começou a ser normalizado nesta sexta-feira em partes do trecho da BR-163 no interior do Pará, após obras emergenciais, num alívio para o setor exportador que conta com a rota do Norte para minimizar gargalos do Sul e Sudeste.

Mas ainda há alguns pontos de filas de veículos na estrada em direção aos portos como consequência dos atoleiros que paralisaram o tráfego desde meados de fevereiro no trecho não pavimentado, em meio a intensas chuvas.

Segundo a unidade da Polícia Rodoviária Federal em Santarém (PA), que fiscaliza o trecho onde houve as retenções, o trânsito de caminhões está fluindo.

"Ainda existe uma certa retenção de velocidade, mas está tudo liberado", disse à Reuters o secretário de Transportes do Pará, Kleber Menezes.

A fila chegou a ultrapassar 3 mil caminhões em um longo trecho da BR-163.

Os atoleiros prejudicaram o escoamento de soja colhida em Mato Grosso para os portos fluviais às margens do rio Tapajós, no distrito de Miritituba, município de Itaituba.

Na quinta-feira, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, estimou que ainda havia uma fila de 1,2 mil caminhões na região.

O setor exportador de soja do Brasil teve prejuízo de 350 milhões de reais devido aos atoleiros e congestionamentos na BR-163, em estimativa da associação de exportadores e indústrias (Abiove).

A Abiove afirmou nesta sexta-feira que uma parte dos caminhões carregados foi liberada para seguir até as estações fluviais de transbordo de carga de Miritituba e Santarém. Mas, ressaltou a associação, ainda restam filas de veículos em alguns pontos da estrada.   Continuação...