Top-5 reduz estimativa e vê Selic a 9% em 2017, com corte maior em abril, diz Focus

segunda-feira, 6 de março de 2017 12:22 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo que mais acerta as previsões na pesquisa Focus do Banco Central reduziu as perspectivas para a taxa básica de juros tanto neste ano quanto no próximo, depois que o BC indicou que o cenário básico é de antecipação do ciclo de queda dos juros.

O Top-5, que reúne as instituições que mais acertam as projeções, reduziu a expectativa para a Selic em 2017 a 9 por cento, sobre 9,50 por cento anteriormente, com a estimativa para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de abril caminhando para corte de 1 ponto percentual, contra 0,75 por cento antes. Esse grupo calculava a Selic em abril a 11,38 por cento na mediana das projeções de médio prazo, contra 11,50 por cento na semana anterior.

Para 2018, a projeção no Top-5 para a taxa básica de juros caiu ainda mais, a 8,75 por cento ante 9,25 por cento.

No levantamento geral divulgado nesta segunda-feira, não houve alterações, com a perspectiva para a Selic em 9,25 por cento ao final de 2017 e 9,0 por cento em 2018. Neste caso, os especialistas consultados continuaram vendo corte de 0,75 ponto em abril, mesmo movimento adotado no mês passado.

O BC afirmou que uma intensificação do ritmo de corte nos juros básicos equivale a maior grau de antecipação desse ciclo de flexibilização, segundo ata da última reunião, reforçando que pode acelerar o passo em breve. Em fevereiro, o BC cortou a Selic em 0,75 ponto pela segunda vez seguida, diante de melhorias vistas na inflação.

No mercado futuro de juros, as taxas da maioria dos contratos operavam com leves quedas nesta sessão, com os investidores reforçando as apostas para corte maior da Selic, de 1 ponto, já em abril.[nL2N1GJ0HR]

Para a inflação, a pesquisa com uma centena de economistas não teve mudanças, com a alta do IPCA estimada em 4,36 por cento este ano e em 4,50 por cento no próximo. Para ambos, a meta oficial de inflação é de 4,5 por cento, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Por sua vez, as estimativas para a atividade econômica melhoraram ligeiramente, com a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 calculada em 0,49 por cento, 0,01 ponto percentual a mais, acelerando em 2018 a 2,39 por cento, 0,02 ponto acima da semana anterior.

 
Logo do Banco Central na sede da instituição, em Brasília.  15/01/2014  REUTERS/Ueslei Marcelino