EXCLUSIVO-Cemig procura sócios e planeja IPO para duas subsidiárias

segunda-feira, 13 de março de 2017 07:22 BRT
 

Por Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - A Cia. Energética de Minas Gerais S.A. planeja vender uma participação majoritária em duas unidades e listá-las em São Paulo e Nova York nos próximos meses, uma medida que poderia ajudar a terceira maior concessionária de energia do Brasil a reduzir a dívida e diminuir o peso das decisões governamentais na empresa, disse uma pessoa com conhecimento direto do plano neste domingo.

O Estado de Minas Gerais, que detém 17 por cento do capital da concessionária e controla sua administração, anunciará o plano no próximo mês, uma vez cumpridos alguns requisitos legais e operacionais, disse a pessoa que pediu anonimato para falar livremente sobre o plano.

As subsidiárias, a empresa de geração e transmissão de energia elétrica Cemig GT e a empresa de distribuição de energia Cemig D são de propriedade total da Cemig, como a empresa é comumente conhecida.

As negociações com parceiros potenciais, que incluem um banco de investimento brasileiro não divulgado, uma empresa de investimento da América do Norte e uma empresa de energia elétrica da Ásia, estão em estágio avançado, disse a fonte.

Uma vez que o Estado de Minas Gerais defina a entrada dos sócios para participação na Cemig GT e a Cemig D, ambas as empresas serão capitalizadas e, em seguida, sua oferta pública inicial será lançada, segundo a fonte.

A Cemig está considerando contratar dois bancos de investimento nacionais e um estrangeiro para subscrever a IPO, da qual a empresa espera arrecadar cerca de 4 bilhões de reais (1,3 bilhão de dólares), disse a pessoa.

Os recursos da IPO serão usados para reduzir a dívida de 13,7 bilhões de reais da Cemig, de acordo com a fonte. A dívida da concessionária triplicou nos últimos cinco anos, após uma onda de aquisições e uma decisão do governo Dilma Rousseff de renegociar os contratos de energia com as concessionárias, em 2012.

A assessoria de imprensa da Cemig, com sede na cidade de Belo Horizonte, não quis comentar. O gabinete do governador de Minas Gerais, Fernando Pimental, também se recusou a comentar.   Continuação...