Mercado de imóveis residenciais em SP deve crescer entre 5% e 10% em 2017, vê Secovi-SP

terça-feira, 14 de março de 2017 12:38 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado de imóveis residências na capital paulista e na região metropolitana de São Paulo deve crescer entre 5 e 10 por cento em 2017, disse nesta terça-feira o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Segundo ele, a projeção do Secovi-SP leva em conta a expectativa de redução do juro e aprovação das reformas trabalhista e previdenciária, mas ainda é conservadora. "Esperamos revisar isso para cima até junho ou julho", disse.

No ano passado, o mercado imobiliário registrou o pior desempenho da série histórica da pesquisa conduzida pelo Secovi-SP, desde 2004.

"Estamos no fim de um ciclo de dificuldade para o início de um ciclo de retomada do crescimento", afirmou o presidente da entidade, Flavio Amary.

Em 2016, os lançamentos na cidade de São Paulo recuaram 23,3 por cento ante 2015, para 17,6 mil unidades, enquanto as vendas de imóveis residenciais novos caíram 19,7 por cento na mesma base, para 16,2 mil. Na região metropolitana, o resultado foi ainda mais negativo, com queda de 40,5 por cento nos lançamentos e de 30,9 por cento nas vendas ante 2015.

Quanto aos preços, o Secovi-SP prevê uma alta de cerca de 10 por cento para 2017, de acordo com o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos, Emilio Kallas. "As incorporadoras estão precisando fazer caixa e estão vendendo muitas vezes abaixo do preço de reposição, então não acredito que passe de 10 por cento", disse.

Kallas acrescentou que o aumento no valor dos imóveis residenciais pode acelerar a partir de 2018, oscilando de 10 a 40 por cento, dependendo da região, se não houver mudanças no Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo.

De acordo com o economista-chefe do Secovi-SP, o preço de imóveis com quatro ou mais dormitórios tende a subir mais rápido com a retomada da demanda porque os lançamentos do tipo foram menores nos últimos anos. Em 2016, por exemplo, apenas 4 por cento dos imóveis lançados tinham quatro ou mais dormitórios, segundo Petrucci.

"Vai ficar demanda reprimida e só programas de governo não vão atender essa demanda; a iniciativa privada e as incorporadoras são fundamentais nesse processo de retomada", afirmou o economista-chefe.   Continuação...